
Procon-SP: empréstimo pessoal fica em 8,55% ao mês em outubro
Pesquisa do Procon-SP coletada em 2 de outubro registrou média de 8,55% ao mês em seis bancos; veja o alcance dos dados...
O que a pesquisa mediu
A Fundação Procon-SP divulgou em 13 de outubro de 2026 o levantamento de taxas de juros de outubro. A coleta ocorreu em 2 de outubro. São datas diferentes: o relatório descreve condições observadas naquele dia e não deve ser lido como uma tabela atualizada continuamente. A fonte é a Diretoria de Estudos e Pesquisas do órgão estadual.
No empréstimo pessoal, o Procon-SP comparou taxas máximas prefixadas oferecidas a pessoas físicas classificadas como não preferenciais em Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú, Safra e Santander. O levantamento considerou contratos com prazo de 12 meses. Essa delimitação importa: o resultado não representa todo o mercado brasileiro, todas as instituições, outros prazos, clientes com relacionamento diferenciado nem propostas individuais.
A taxa média indicada foi de 8,55% ao mês, equivalente a 167,69% ao ano conforme o próprio relatório. Em setembro, a média havia sido 8,66% ao mês; portanto, a variação divulgada foi uma redução de 0,11 ponto percentual. A diferença entre duas taxas é expressa em pontos percentuais: não significa que toda pessoa recebeu uma redução de 0,11% na própria proposta.
O equivalente anual publicado também não deve ser obtido simplesmente multiplicando a taxa mensal por 12. A equivalência considera a capitalização ao longo do período. Para decidir sobre uma operação concreta, ainda é preciso olhar os termos escritos daquela oferta, inclusive o custo efetivo total.
Taxas máximas de empréstimo pessoal na amostra
A tabela abaixo reproduz as taxas mensais da pesquisa. Elas são os máximos prefixados observados para o perfil e as condições delimitados pelo Procon-SP, e não uma promessa de taxa que qualquer cliente possa conseguir:
- Banco do Brasil — 5,86% ao mês
- Bradesco — 10,72% ao mês
- Caixa Econômica Federal — 8,00% ao mês
- Itaú — 9,49% ao mês
- Safra — 7,25% ao mês
- Santander — 9,99% ao mês
Entre os seis bancos, o menor número da tabela foi 5,86% ao mês e o maior, 10,72% ao mês. Essa distância mostra por que vale comparar propostas, mas não estabelece qual instituição será mais barata para um leitor. O banco com menor taxa no levantamento pode apresentar a uma pessoa condições diferentes, e outros custos podem mudar a comparação. O órgão não está afirmando que a taxa máxima publicada será aplicada a todo contrato daquela instituição.
A taxa média de 8,55% não é um sétimo produto disponível para contratação. Tampouco informa, sozinha, quanto seria liberado, qual parcela caberia no orçamento ou qual seria a dívida total. Para isso seriam necessários valor solicitado, prazo, forma de pagamento, critérios de análise e condições individuais que a pesquisa não fornece.
Cheque especial: outro produto e outro período
No cheque especial, a pesquisa registrou taxa de 8% ao mês nos seis bancos analisados, com equivalente anual de 151,82% no relatório. Para essa modalidade, o período observado foi de 30 dias, enquanto o empréstimo pessoal foi comparado em contratos de 12 meses. Não se deve colocar as duas médias lado a lado como se fossem propostas equivalentes: produto, prazo de observação e funcionamento são diferentes.
O Banco Central informa que, para pessoas físicas e microempreendedores individuais, a taxa efetiva de juros do cheque especial está limitada a 8% ao mês desde janeiro de 2020. O dado do Procon-SP coincide com esse teto na amostra. Isso não quer dizer que usar o limite seja sem custo, nem que o teto seja uma recomendação para manter saldo devedor. Uma taxa máxima regulatória também não substitui a leitura do contrato e do extrato.
Como comparar uma proposta real
Se uma instituição apresentar crédito, solicite as condições completas por escrito e use os mesmos valor e prazo ao comparar alternativas. Uma taxa mensal isolada facilita uma comparação incompleta: duas ofertas podem ter juros nominais parecidos e produzir custos diferentes por causa de prazo, tarifas, tributos, seguros ou outros itens incluídos na operação.
- Custo efetivo total (CET): peça o percentual e o demonstrativo. O Banco Central orienta comparar o CET, que reúne juros, tarifas, tributos e demais despesas vinculadas à operação, segundo as condições informadas.
- Valor líquido recebido: confira quanto entrará na conta depois de descontos e cobranças iniciais. Não confunda valor financiado com dinheiro efetivamente liberado.
- Prazo e número de parcelas: observe a data de vencimento, a quantidade de pagamentos e se existe período de carência. Prazo mais longo pode reduzir cada parcela e elevar o total pago.
- Total a pagar: some as parcelas e custos previstos no demonstrativo. Peça explicação para qualquer valor que não esteja claro, inclusive seguro ou serviço acessório.
- Taxa e forma de cálculo: verifique se a taxa é mensal ou anual, fixa ou variável, e se corresponde à proposta que será contratada.
- Instituição e validade: confirme o nome da instituição, o canal oficial e até quando as condições são válidas. Uma simulação pode mudar e não equivale a aprovação.
Se a instituição não disponibilizar os custos ou pressionar para concluir antes de você entender o contrato, pause e peça esclarecimentos por um canal oficial.
Uma proposta pode exigir análise cadastral e condições adicionais. Não informe senha, código de validação ou dados bancários em resposta a uma ligação ou mensagem inesperada. A matéria não indica contratar um empréstimo ou usar o cheque especial; seu objetivo é explicar o alcance da pesquisa e os itens que precisam ser comparados.
O próprio relatório oficial informa que seus dados não podem ser usados para fins publicitários, embora permita reprodução com a indicação da fonte. Por isso, nesta matéria os resultados aparecem exclusivamente como informação editorial atribuída ao Procon-SP; não são apresentados como endosso, promessa de economia ou prova de que outro produto seja melhor.
Fontes e limites da informação
O levantamento e os números desta matéria foram conferidos no comunicado e no relatório oficial da Fundação Procon-SP, publicado em 13/10/2026; coleta em 02/10/2026.
As taxas e a restrição de uso publicitário também foram conferidas no relatório técnico de juros de outubro de 2026 (PDF), especialmente páginas 1 e 2.
O teto do cheque especial para pessoas físicas e MEI foi contextualizado com a orientação do Banco Central do Brasil.
Para conferir os componentes de uma proposta, consulte também a orientação do Banco Central sobre cuidados ao contratar uma operação de crédito.

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